Do capital emprestado a um sistema próprio: como Gabriel Kastoun transformou a paciência em sua primeira recompensa financeira

Histórias de Sucesso
3 setembro 2026

A maioria dos jovens de 20 anos ainda está tentando descobrir o que quer fazer da vida. Gabriel já faz duas coisas ao mesmo tempo: pilota aviões e negocia contratos futuros.

Gabriel, um piloto recém-formado do Líbano, passou os últimos três anos aprendendo sozinho a negociar, conciliando os exames do ensino médio, a escola de aviação e, agora, uma agenda de treinamento lotada. Ele perdeu dinheiro antes mesmo de começar a lucrar. Pediu dinheiro emprestado ao pai para financiar suas primeiras negociações. Ele comprou e fracassou em um desafio após o outro, até que, finalmente, um deu certo. Hoje, ele opera uma conta de futuros financiada pela The Trading Pit e descreve sua primeira recompensa não tanto como um pagamento, mas sim como a prova de que o processo que ele mesmo construiu realmente funciona.

De um anúncio no Instagram a um hábito do ensino médio

A introdução de Gabriel ao mundo das negociações foi quase por acaso. No ensino médio, ele se deparou com um vídeo de alguém ganhando dinheiro pelo celular e pensou: “Se ele consegue, eu também consigo”. Com as provas finais se aproximando nos dois últimos anos do ensino médio, ele só podia encarar isso como um hobby, aprendendo o que podia quando podia.

Suas primeiras tentativas de verdade foram difíceis. Ele negociava no mercado cambial e com ouro por conta própria e não gostava disso; depois, seguiu as dicas de um grupo do Telegram por um tempo. Isso lhe rendeu um pouco de dinheiro, mas não era o que ele queria. “Eu queria ter meu próprio negócio”, diz ele. “Queria poder me considerar um trader, e não ficar seguindo outra pessoa.”

Por volta da mesma época, ainda adolescente, ele começou a operar com seu próprio capital, parte do qual havia pedido emprestado ao pai. “Tive que pedir dinheiro ao meu pai e dizer a ele: ‘Confie em mim, vai dar certo’”, lembra ele. Na maioria das vezes, não deu certo. Ele perdeu mais do que ganhou, e o lado psicológico da negociação — a ganância, a impaciência — o atingiu antes que ele tivesse qualquer estrutura para lidar com isso.

Aprendendo a voar, aprendendo a negociar

Depois do ensino médio, Gabriel se matriculou em uma escola de aviação para se tornar piloto, um curso que durou um ano e meio, em vez de um curso superior tradicional de quatro anos. Durante um período mais tranquilo, perto do fim de seu treinamento, ele descobriu um YouTuber libanês afiliado ao The Trading Pit e assistiu à lista de vídeos dele sobre estratégia de TIC, desta vez tentando por conta própria, em vez de copiar as decisões de outras pessoas.

O horário se encaixou em sua vida de uma forma inesperada. Sua estratégia gira em torno do pregão da manhã de Nova York, que, graças à diferença de fuso horário, ocorre no final da tarde no Líbano. “Posso acordar de manhã, estudar, ir à academia, almoçar com minha família e, depois, dedicar essa hora e meia à tarde às negociações”, diz ele. Isso permitiu que ele criasse um hábito de negociação sem que isso jamais interferisse nos estudos.

Por que Gabriel escolheu o “Trading Pit”

Quando Gabriel descobriu o conteúdo daquele YouTuber, ele já havia passado por uma fase difícil com negociações com capital de risco no mercado de câmbio: havia sido aprovado em dois desafios com financiamento, mas nunca conseguiu receber as recompensas porque as negociações por vingança anularam o progresso antes que ele pudesse sacar o dinheiro. Ele se afastou por alguns meses, até que os contratos futuros e o programa “The Trading Pit” o trouxeram de volta.

Duas coisas o mantiveram lá. Primeiro, o acesso. O Líbano é um país restrito para a maioria das corretoras de negociação proprietária. “Todas as outras — Lucid, Apex, todas elas — têm o Líbano como um país restrito”, explica ele. A Trading Pit é a única corretora que ele encontrou que lhe permite negociar.

Em segundo lugar, a própria apresentação já transmitia uma certa confiança. O YouTuber com quem ele vinha aprendendo sobre TIC já era afiliado à The Trading Pit e oferecia um código de desconto de 10%, e foi assim que Gabriel comprou seu primeiro desafio. Ver alguém que ele já seguia para aprender estratégias endossar a empresa facilitou a decisão.

Mais de uma dúzia de tentativas até dar certo

O primeiro desafio de Gabriel não saiu como planejado. Ele ficou a meio por cento de ser aprovado, uma margem pequena o suficiente para fazê-lo continuar tentando, em vez de desistir. O que se seguiu foi uma longa sequência de tentativas repetidas — segundo sua própria estimativa aproximada, algo em torno de uma dúzia e meia de desafios —, até que finalmente uma delas deu certo.

“Então, vou tentar de novo até dar certo”, é assim que ele resume sua mentalidade naquela época. Desde abril deste ano, ele vem negociando com base exclusivamente em seu próprio raciocínio, concentrando-se em contratos futuros e em TIC, sem se basear nos sinais de ninguém.

As Três Semanas que Mudaram Tudo

Gabriel comprou o desafio que se tornaria sua primeira conta financiada em 24 de julho. Ele não estava buscando um grande lucro, apenas os cinco dias consecutivos de negociações lucrativas necessários para se qualificar para uma recompensa. Ele se lembra exatamente do valor que tinha acumulado quando atingiu a meta: US$ 200,90.

Menos de três semanas depois, em 9 de agosto, a recompensa chegou à sua conta bancária: US$ 486,20. “Meu pai estava ao meu lado”, conta ele. “Ele me disse que aquilo era uma fraude, que não ia dar certo. Olha só, deu certo. O dinheiro está aqui comigo agora. Isso significou tudo para mim. Foi realmente um dos momentos mais felizes da minha vida.”

Os dias que se seguiram não foram todos de confiança. “Nos primeiros dois ou três dias, senti medo, como se não quisesse perder tudo”, admite ele. Esse sentimento não durou muito. Transformou-se em um incentivo para aumentar cuidadosamente o volume das operações, ampliando um pouco o tamanho das negociações, mas mantendo o risco sob controle, em vez de ser um motivo para desacelerar.

Transformando regras externas em sua própria disciplina

Gabriel admite abertamente que sua postura psicológica ainda está em desenvolvimento. As negociações motivadas pela vingança e pela ganância já lhe custaram contas no passado, e ele diz que ainda não superou totalmente esses problemas. O que mudou foi a maneira como ele lida com isso no momento.

“Quando perco, fecho o TradingView, dou uma volta, respiro fundo, bebo um copo d’água e, então, volto com a mente clara”, diz ele. Ele cita diretamente um exemplo recente: em sua conta financiada atual, sua primeira operação sofreu uma perda de US$ 400 antes mesmo de ele ter começado e, em vez de tentar recuperar o prejuízo imediatamente, ele seguiu seu processo. Agora, ele está com um lucro de aproximadamente 1,5% nessa mesma conta.

Ele também faz uma distinção clara entre negociar com seu próprio dinheiro e negociar com uma conta financiada. Perder o dinheiro do pai trouxe consigo um sentimento de culpa. Perder um desafio comprado é uma sensação diferente, mais intensa, porque nem sempre é possível tentar novamente imediatamente. “Talvez eu só tenha outra chance de comprar uma conta daqui a duas semanas”, diz ele, “então é isso.”

Quando questionado se a mentalidade ou a estratégia é mais importante, ele não hesita. “Qualquer pessoa pode assistir a uma lista de reprodução no YouTube e aprender uma estratégia em um mês”, diz ele. “Mas nada vai dar certo na sua conta a menos que você tenha a mentalidade certa e a disciplina. Se a estratégia fosse o mais importante, mais pessoas estariam lucrando.”

Conselhos de Gabriel para outros traders

Quando perguntaram o que ele diria a si mesmo no início de sua jornada, a resposta de Gabriel foi simples. “Seja paciente. Isso vai acontecer, mas não hoje, nem amanhã. Quanto mais você forçar, mais tempo vai demorar para acontecer. Seja paciente e confie em si mesmo.”

O que vem por aí para o Gabriel

Com o Líbano fechado para a maioria das outras empresas, o plano de crescimento de Gabriel passa quase inteiramente pela The Trading Pit. Sua meta de curto prazo é manter cinco contas financiadas ao mesmo tempo, todas na fase de geração de lucro e sincronizadas entre si, antes de avaliar quais outras possibilidades poderiam surgir em outros lugares. “Este é o meu próximo passo”, diz ele. “Ter cinco contas com vocês, todas na fase de geração de lucro, sincronizadas entre si.”

Para um trader que passou três anos enfrentando fracassos discretos antes de sua primeira vitória pública, o plano não se concentra tanto em uma única grande recompensa, mas sim em repetir o processo no qual ele finalmente confia.